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O Concurso Canguru e o Desenvolvimento de Habilidades Socioemocionais

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Todos aqueles envolvidos com Educação sabem que a pandemia de COVID-19 trouxe para o setor um novo conjunto de desafios. Esses, que já eram muitos, ficaram ainda mais profundos após mais de um ano, na maioria dos casos, de suspensão das aulas presenciais.

O sistema educacional sofreu um grande impacto, apesar dos muitos esforços para que os processos de ensino-aprendizagem fossem mantidos, ainda que minimamente, dentro do que era possível para cada realidade escolar.

Trabalhar com significado e contextualização, os conteúdos escolares, nunca foi tão importante. Ainda mais com as mudanças sociais enfrentadas pelas famílias e pelos estudantes. O engajamento dos alunos é o atual sonho de consumo da grande maioria dos professores e instituições escolares.

Em outra ponta, a Base Nacional Curricular Comum traz audazes metas para a Educação Básica e uma delas é a necessidade de trabalhar as chamadas habilidades socioemocionais.

Então, por um lado, temos um sistema educacional com dificuldades de engajamento, que chacoalha e cria brechas estruturais e por outro lado, temos as exigências do desenvolvimento de uma “educação integral”, compreendida por competências cognitivas e socioemocionais.

Profissionais da Educação, Professores, gestores escolares, diretores, famílias e estudantes olham para o cenário e buscam, dentre as alternativas possíveis, aquelas que mais fazem sentido dentro do seu contexto.

No que nos diz respeito, que é o trabalho com a Matemática, propor atividades que tenham a intenção de trabalhar as competências socioemocionais aliadas às habilidades matemáticas parece fazer bastante sentido. Além disso, o trabalho com atividades de Matemática que sejam motivadoras, divertidas e desafiadoras também pode gerar o engajamento necessário para que essas competências e habilidades sejam trabalhadas de maneira eficaz.

Assim, estamos propondo que um trabalho no dia a dia com atividades interessantes de Matemática pode ajudar em três frentes, simultaneamente: nas habilidades matemáticas, nas competências socioemocionais e no engajamento dos alunos. Parece interessante, não?

Quando apresentamos as atividades do Concurso Canguru, por exemplo, pedimos aos alunos que utilizem, dentro de seus repertórios, diversas estratégias. Pedimos que eles percebam que há várias formas de abordar uma mesma situação e, também, que eles usem a leitura atenta, a reflexão, a investigação, a criatividade, a observação, o questionamento, e a capacidade crítica para encontrar a sua solução.

Estamos mostrando, através de atividades, que o pensar matemático é uma construção que precisa ser realizada com persistência, com responsabilidade, com autogestão e se tiver algo de autoconfiança, melhor ainda.

“Encarar o desafio” de resolver questões como essas no dia a dia ou então de participar do Concurso é parte de um processo de assumir a responsabilidade pelo aprendizado, de aprender sobre persistência, sobre resiliência, sobre autonomia e sobre a importância da satisfação intelectual.

Por isso dizemos que o Concurso Canguru é um Concurso de engajamento, de aproximação ao universo da Matemática, de despertar para essa ciência, muito mais do que um Concurso de performance, onde só importam os resultados.

Cristina Diaz

Vamos falar sobre ensino-aprendizagem?
Doutora em Matemática

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